Far Cry 4 e um jogo em mundo aberto em primeira pessoa e o quarto titulo da serie desenvolvido e publicado pela Ubisoft Montreal, lançado para Microsoft Windows, Xbox 360, PS3, Xbox One, PS4. No dia 18 de novembro de 2014 na america do norte, e no dia 20 de novembro de 2014 para o resto do mundo.
Historia

Ajay Ghale retorna a Kyratv( onde nasceu, mas levado para o EUA logo aos primeiros anos de idade) para espalhar as cinzas de sua por Lakshamana, mas descobre que o lugar e tomado por um regime militar liderado pelo psicotico Pagan Min, ele acaba se envolvendo com um grupo de rebeldes (Apelidados de Caminho Dourado) para limpar o norte dos soldados de Pagan Min, e honrar o nome do seu pai Mohan Ghale ( Criador do Caminho Dourado ). Mas Ajay vai se deparar com outro conflito, o conflito entre Amita e Sabal, que querem ser os donos do Caminho Dourado.
Escolhas :
Uma das novidades mais interessantes do game são as escolhas, que são escolhas que o jogador pode fazer determinando se vai servir a Sabal ou Amita, as escolhas interferem diretamente no final do game.
Himalaia Sob Uma Nova Prespctiva
Em Far Cry 4, a Ubisoft Montreal convida o jogador para conhecer Kyrat, o paraíso vertical do Himalaia e lar de Pagan Min, um déspota que, apesar de usar um traje rosa choque aparentemente inofensivo, mata por hobby e não admite ser contrariado. O protagonista é Ajay Ghale, um jovem nativo de Kyrat que retorna à sua terra natal para cumprir o último desejo de sua falecida mãe: levar as cinzas até uma região sagrada para a execução de um ritual.
Ghale não esperava uma recepção tão calorosa, literalmente. Na verdade, calorosa até demais, pois nosso herói é recebido com coquetéis molotov, granadas e flechas flamejantes de caçadores. Tudo dentro do esperado, já que Ajay sabia de antemão que acabaria encontrando uma guerra civil iniciada pelo Exército Real, fruto de um regime autoritário.
Elefante: o melhor amigo do nativo de Kyrat
Jet skis (quem jogou Far Cry 3 vai lembrar deles) são perigosos; elefantes são legais. Pois é, explorar Kyrat acompanhado por mamíferos grandalhões é uma experiência única. Aqui, é possível utilizá-los como um meio de transporte e também como uma arma mortal.
Elefante: o melhor amigo dos nativos de Kyrat
Como mencionamos anteriormente, a base de Far Cry 3 permaneceu intacta no novo game. Munido com o familiar binóculo que detecta à distância, Ajay deve localizar os soldados de Pagan Min em acampamentos rivais para executá-los – de preferência sem alarde, é claro.
Contudo, agora existem novas possibilidades, como por exemplo, atirar no pobre elefante para enfurecê-lo diante dos inimigos, ou ainda jogar uma peça de carne fresquinha no meio da turma para atrair feras selvagens.
Assim como seu antecessor, Far Cry 4 continua dando liberdade suficiente para que o jogador elabore as próprias estratégias de ataque. Essa é uma das características mais legais da série, visto que a sua tática dificilmente será parecida com a de um amigo.
Far Cry 4
A quantidade de tarefas secundárias também surpreende. Novamente, você terá que esfolar peles de animais para melhorar equipamentos, hackear torres para mapear novas áreas e, é claro, remover todas as centenas de autopropagandas de Pagan Min espalhadas pelo imenso mapa.
Para lidar com a imersiva verticalidade do game, agora há um girocóptero feito para agilizar a locomoção. Sem ele, confesso que não teria conseguido hackear o sinal de certas torres. Outra novidade fica por conta do arpéu, um gancho de ferro que facilita a vida do jogador, já que consegue fazê-lo escalar montanhas de forma bem rápida.
Vendo o "circo" pegar fogo, literalmente
Você não está sozinho
O modo co-op de Far Cry 4 permite que você e um amigo sejam capazes tocar o terror no Himalaia. Ao lado de outro jogador, a jogatina fica ainda mais interessante, visto que é preciso aliar os seus padrões estratégicos com os de outros usuários.
Enquanto o seu parceiro encara os inimigos com um elefante, por exemplo, você pode atuar de forma ainda mais agressiva, utilizando minas, explosivos C4 e armas pesadas.
Tratando-se do multiplayer competitivo, é lá que a coisa fica séria. O título oferece três modos diferentes, que proporcionam batalhas assimétricas entre guerreiros Rakshasa e patrulheiros do Caminho Real. Enquanto o time de rebeldes pode desfrutar de um arsenal pesado de armas, a equipe Rakshasa consegue invocar feras e utilizar o arco como principal instrumento de extermínio.
multiplayer competitivo
Mesmo com batalhas diversificadas e uma dinâmica praticamente única, o multiplayer requer estratégias excessivas. O caminho dos novatos pode não ser dos mais amigáveis, afinal, o competitivo não é tão simples e acessível quanto aparenta ser. Além de tudo, existem apenas três modos, o que pode acabar frustrando rapidamente alguns usuários.
PONTOS POSITIVOS
- Kyrat
Apesar de ter muito menos neve do que o esperado, Kyrat é um cenário muito bonito. Ele é repleto de marcos únicos, como templos e vilarejos, e esconde uma infinidade de cavernas e poços.
Felizmente, diferente do que acontecia nas Rook Islands de "Far Cry 3", explorar a região montanhosa não é uma tarefa árdua. Com o gancho de escalada, a possibilidade de utilizar o novo girocóptero e a facilidade com que o game permite que Ajay escorregue pelas cordilheiras sem se machucar, andar por aí não é um teste de paciência.
É claro que grande parte do fascínio que Kyrat inspira está no esmero gráfico da produção. Nas plataformas da nova geração, "Far Cry 4" é belíssimo e roda com uma fluência surpreendente.
Com mais poder de processamento a seu dispôr, o enorme mundo aberto do game não parece fazer o hardware engasgar, como acontecia em seu predecessor. A qualidade das animações e das texturas do jogo é tamanha que não é difícil perdoar os problemas de pop-in que ocorrem quando você está voando pelo cenário.
- Combate variado
O maior trunfo de "Far Cry 4", que permite que sua natureza repetitiva não enjoe, é o seu sistema de combate variado.
O jogador pode carregar consigo uma enorme variedade de armas distintas, desde potentes metralhadoras até rifles sniper com silenciadores, além de granadas, coquetéis Molotov, minas e seringas com drogas que modificam as capacidades físicas de Ajay.
Por mais que não existam muitos tipos diferentes de inimigos humanos, o grande arsenal permite que diferentes armas sejam utilizadas de maneiras distintas com igual eficiência. É possível conquistar uma fortaleza de um ponto alto com um rifle, partir para cima dos soldados de Pagan com uma shotgun, ou então eliminá-los lentamente com uma pistola silenciada.
Pena que nada disso ajuda contra uma manada de rinocerontes em fúria.
- Conteúdo opcional
Assim como acontecia em "Far Cry 3", Ajay passa muito mais tempo cumprindo objetivos opcionais para ajudar a revolução em Kyrat do que seguindo em frente com sua campanha principal.
São muitos os tipos de missões secundárias: caçadas a animais raros, corridas, resgates de reféns, assassinatos, e vários outros.
E desta vez, há uma motivação boa para ir atrás deste tipo de objetivo: a economia de "Far Cry 4" é muito forte. Enquanto no jogo anterior o dinheiro rapidamente perdia seu valor, aqui sempre há algo a mais que pode ser comprado - seja uma arma especial ou uma nova instalação para a casa de Ajay.
- Pagan Min
Assim como Vaas em "Far Cry 3", o antagonista Pagan Min rouba toda a cena no novo game da série. Muito mais interessante e divertido que os líderes revolucionários Sabal e Amita, ele peca apenas por não aparecer mais.
A trama de "Far Cry 4" tem pontos altos e baixos, mas nunca se perde como a de seu predecessor.
Apesar de ficar evidente que um pedaço importante da segunda metade da trama foi cortado, elementos como o final secreto do game, que pode ser obtido em apenas 20 minutos, mostram que ele sabe desde o início a história que quer contar.
PONTOS NEGATIVOS
- Déjà vu
Em muitos momentos, "Far Cry 4" parece mais um pacote de expansão do que uma sequência.
O game tenta criar uma identidade própria ao trocar uma ilha tropical do Pacífico pelo Himalaia, mas é derivativo ao extremo. Com algumas melhorias pequenas de interface e o acréscimo de um ou outro elemento novo - como o pequeno helicóptero Buzzer -, "Far Cry 4" é basicamente "Far Cry 3" com uma capa nova.
Repetir uma fórmula que deu certo faz sentido - mas há limites. Eu já queimei uma plantação de maconha no outro jogo. Preciso mesmo de uma missão em que o objetivo é queimar uma plantação de ópio neste?
Tudo desde animações e efeitos sonoros até objetivos e menus são reciclados. Isto pode não ser um problema tão grande agora, mas o medo que "Far Cry 4" tem de fazer qualquer coisa diferente demonstra que não devemos esperar uma fuga da zona de conforto por parte de um eventual "Far Cry 5".
- A fórmula 'UbiTower'
Em conversas na redação de UOL Jogos, cunhamos o termo 'UbiTower' para descrever a fórmula de jogo nascida em "Assassin's Creed", que poderia facilmente ser utilizada como motivo justo para colocar a Ubisoft em uma clínica de reabilitação.
Um jogo com 'UbiTowers' - como "Watch Dogs", "The Crew" e, sim, "Far Cry 4" - é um jogo que faz questão de transformar conteúdo em listas de verificação. Capturou uma base? Ponto. Abriu um tesouro? Ponto. Cumpriu uma missão opcional? Ponto.
O maior vício da Ubisoft garante que ninguém vai deixar nada escapar em sua jornada por Kyrat (ou qualquer outro mundo que sai dos estúdios da produtora). Mas ele também destrói o sentimento de descoberta que faz de um jogo de mundo aberto memorável.
Ao revelar parte do mapa depois de escalar uma torre, o jogador inicia um melancólico processo de limpeza de ícones. Não há exploração. Ele marca um ponto exato no mapa, sabendo exatamente o que lhe espera, e vai até lá como quem bate ponto no escritório.
"Far Cry 4" chega ao ridículo de gabar-se de suas "belas paisagens que surpreenderão os fãs", apenas para revelá-las abertamente em cutscenes após a conquista de cada 'UbiTower'.
Kyrat é um cenário muito legal, mas poderia ser muito mais se a Ubisoft deixasse os fãs explorá-lo de verdade.
- Multiplayer desastroso
Se o multiplayer online de "Far Cry 3" era dispensável por ser genérico demais, o de "Far Cry 4" é uma aberração que não consegue sequer justificar sua existência.
Não há qualquer semblante de lógica no funcionamento das três diferentes modalidades que compõem o online do game. A Ubisoft tentou inovar com duas facções assimétricas - uma com poderes místicos, e outra com a tecnologia a seu favor -, mas seus esforços de nada importam quando times de 5 jogadores são jogados em cenários que pareceriam grandes demais até para batalhões de 16.
Para o time de desenvolvimento, a assimetria serve como desculpa para não precisar equilibrar nenhum dos modos de disputa. Por que se preocupar com isso se os times são invertidos ao fim de cada rodada?
Com muita sorte, dá para participar de três ou quatro tiroteios com inimigos por partida. No restante do tempo, os jogadores vagam por aí, se perguntando se o dinheiro gasto na produção do multiplayer não poderia ser melhor aproveitado com novidades extras para a campanha.

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